Receitas para a criança com Paralisia Cerebral

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No âmbito da comemoração do dia internacional da pessoa portadora de deficiência, no passado dia 3 de Dezembro, a Associação Portuguesa de Nutricionista (APN) lançou a segunda edição do e-book “Receitas para crianças com Paralisia Cerebral”, elaborado com o auxilio das colegas Ana Araújo e Maria Antónia Campos.


O trabalho do nutricionista junto desta população com necessidades tão particulares e específicas é crucial. Contudo há algo que não pode ser esquecido, apesar das necessidades e/ou das carencias, não deixam de ser crianças, devemos fazer, sempre que possível, do momento da alimentação um momento divertido.


Faça download da 2ª edição do e-book "
Receitas para crianças com Paralisia Cerebral".


In:
APN

O que é Deficiência Mental?

Deficiência Mental* é um transtorno neuropsiquiátrico que acomete cerca de 3 % da população mundial. É duas vezes mais frequente nos meninos, congênita (a pessoa já nasce com essa alteração) e caracterizada por um funcionamento cognitivo (intelectual) abaixo da média esperada pra idade. Ou seja, a criança apresenta dificuldade nas chamadas habilidades sociais e adaptativas normais aos outros seres humanos, como a comunicação, a interação social, o autocuidado e o pensamento lógico e abstrato.

As causas podem ser genéticas (fenilcetonúria, síndrome de Down, síndrome do X frágil, Prader-willi,…) ou consequência de eventos traumáticos que aconteceram durante a gestação (uso materno de álcool e outras drogas), durante o parto (hipóxia perinatal) ou depois dele (desnutrição). Algumas doenças infecciosas adquiridas pela mãe durante a gestação (rubéola, toxoplasmose, sífilis,…) podem levar o bebê a quadros de deficiência mental. Além disso, outras patologias que acometem o Sistema Nervoso Central do recém-nascido (meningite) ou traumas cranianos graves (quedas do berço) em crianças pequenas.

Apenas 50% dos casos diagnosticados a etiologia é conhecida, o que nos ajuda a prevenir novos casos e a aconselhar pais e familiares. A investigação das causas sempre deve ser feita com uma história familiar detalhada, além de alguns exames laboratoriais e de imagem cerebral.

Apesar da deficiência mental não possuir cura, isso não deve ser olhado negativamente, pois após o diagnóstico correto pais e familiares devem ser orientados e a criança estimulada dentro de suas limitações, seguindo acompanhamento e tratamento adequados.

O reforço no aprendizado das funções intelectuais, juntamente com a paciência e a repetição no ensino fazem com que o prognóstico seja melhor e novas funções sejam incorporadas ao cotidiano dessas crianças.

A deficiência mental é classificada de várias formas, inclusive levando em conta valores de coeficiente de inteligência (QI). Uma das classificações, mais utilizada atualmente, é a que denominamos a deficiência de leve, moderada ou grave, de acordo com o auto funcionamento. Por exemplo, na deficiência leve as crianças são capazes de promover seu autocuidado sem ou com pouco auxilio, já na grave a ajuda tem que existir.

Algumas comorbidades médicas são comuns aos casos de deficiência mental. Dentre elas dificuldades motoras de locomoção, dificuldades de atenção (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), episódios de agitação psicomotora e heteroagressividade, e epilepsia. Em todos os casos existem medidas comportamentais e medicamentosas que melhoram o transtorno.

Médicos e familiares tem por obrigação promover a melhor qualidade de vida possível dessas crianças, além de estimula-las intelectualmente e defender sua inserção social. Ter um filho é sempre estar presente em sua vida, na deficiência mental isso não é diferente.

Drª Thaís Zélia dos Santos
Psiquiatra





In: Filhos e Cia


*Nota: Presentemente, o termo Deficiência Mental tem sido substituído por Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (DID).

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

No passado dia 3 de dezembro comemorou-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. No âmbito do Plano Anual de Atividades e para assinalar esta data o subdepartamento de Educação Especial organizou diferentes atividades que decorreram em dias diferentes. Na sexta-feira, dia 2, esteve na nossa biblioteca a contadora de histórias, Liliana Gonçalves da biblioteca do IPL, a contar a história “A que sabe a Lua?” aos alunos do 2º ano da docente Helena Paula e aos alunos da Unidade de Ensino Estruturado.


No dia 5 de dezembro realizou-se uma atividade dinamizada pela docente Célia Sousa do CRID que consistiu numa exposição de livros e brinquedos adaptados a crianças com necessidades especiais. Toda a comunidade escolar pôde ainda experimentar diferentes equipamentos utilizados como forma de comunicação alternativa na pessoa com deficiência.





Procedeu-se também à distribuição das já habituais pulseiras cuja frase escolhida para este ano foi “Ser Diferente é Original!”.

As atividades decorreram muito bem tendo havido grande adesão da comunidade, pelo que consideramos que o objetivo principal de sensibilização para a diferença foi completamente alcançado.

Hiperatividade - O que podem fazer os pais?

O tema Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) foi abordado nesta rubrica, nos artigos "A polémica ritalina" e "Geração ritalina". A sua leitura poderá, de alguma forma, completar o que irei referir de seguida.


A minha experiência profissional tem-me sensibilizado bastante para a difícil missão que os pais têm de enfrentar ao conviverem diariamente com um filho permanentemente "ligado à corrente". Uma criança hiperativa não é uma criança com temperamento difícil ou com um comportamento mais irrequieto, mas sim um ser humano que apresenta uma constelação de problemas relacionados com falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, manifestando-se estes em diferentes contextos e de uma forma prolongada no tempo.


A intervenção junto destas crianças deve implicar a colaboração estreita entre pais, professores, pediatra, médico de família, psicólogo e, eventualmente, neurologista. A criança deverá também ser uma participante ativa no seu tratamento, devendo ser informada de todo o processo que a envolve.


Os pais têm efetivamente um papel muito importante em todo o processo de tratamento, pois crianças com esta perturbação exigem a modificação do funcionamento familiar, de forma a poder responder às suas necessidades de acompanhamento, que são muito particulares. Tal como todas as outras, estas crianças precisam de regras, que devem ser simples, claras e curtas. Além do estabelecimento de regras, deve ser explicitado, de forma muito clara, o que acontecerá como consequência do seu cumprimento ou transgressão. A transgressão deve ser acompanhada de uma penalização, que deverá ser justa, rápida e consistente. A recompensa é também muito importante e deverá ser atribuída regularmente por qualquer comportamento que seja ajustado. Não nos podemos esquecer de que estas crianças são alvo de muitas críticas negativas e, por isso, é fundamental serem elogiadas pelas pequenas coisas que, ao longo do seu dia a dia, façam corretamente. Mesmo que a criança seja apenas parcialmente eficaz, isso deve ser reconhecido com apoio e elogios.

A existência de rotinas estruturadas facilita também o melhor desempenho da criança. Por esta razão, os pais deverão fazer um registo escrito, ao qual a criança tenha acesso, com as horas para acordar, comer, brincar, fazer os trabalhos de casa e todas as outras tarefas que ela terá necessariamente de realizar. A modificação da rotina deverá ser comunicada à criança com antecedência, de forma que esta se possa adaptar.


Um aspeto que é importante sublinhar é que estas crianças necessitam de uma maior vigilância relativamente às outras, uma vez que, devido à sua impulsividade, se colocam muitas vezes em situações de risco. A criança deve, por isso, ser vigiada por adultos durante todo o dia e os pais deverão certificar-se de que tal acontece.


Para mais informações sobre esta temática existem sites na Internet onde é possível obter, para além de mais dados, ajuda e, eventualmente, entrar em contacto com pais que estejam a viver situações familiares semelhantes. Um desses sites é:
ddah.planetaclix.pt.


Para terminar, gostaria de sublinhar que, quando a criança é alvo de uma intervenção multidisciplinar na sequência de uma identificação precoce do problema, e de um tratamento adequado, aumentam as probabilidades de ela demonstrar as suas potencialidades e de se tornar futuramente num adulto ajustado.





Adriana Campos
In:
Educare

Pinheirinho de Natal

O subdepartamento de educação especial, mais uma vez, respondeu de forma positiva, ao desafio lançado pela Biblioteca Escolar (BE), no que se refere ao concurso de Natal. Este ano o objetivo era participar com a construção de um pinheirinho de Natal. Então alunos e professores puseram mãos à obra e entre pinturas, recortes e colagens....mais uma sugestão aqui...outra além... as obras foram ganhando forma. Os pinheirinhos foram surgindo... e lá estão... a lembrar que o Natal está a chegar!...





CP oferece viagens a pessoas com necessidades especiais


CP oferece viagens a pessoas com necessidades especiais


Assinala-se no próximo sábado o Dia internacional das Pessoas com Deficiência. Para marcar a data a CP vai oferecer viagens gratuitas a todos os cidadãos com necessidades especiais. A iniciativa estende-se a toda a rede nacional, quer a nível suburbano, quer de longo curso.

Num comunicado divulgado no seu site, a empresa de Caminhos de Ferro portugueses anuncia que vão ser disponibilizadas deslocações gratuitas a todos os cidadãos com algum tipo de deficiência durante todo o dia 3 de Dezembro. Além dos clientes com necessidades, também o respetivo acompanhante terá direito a uma viagem gratuita.

A ação estende-se a todos os comboios da CP e a todas as linhas do país. Para aceder ao serviço basta que apresente na hora da compra do bilhete a "Certidão Multiusos, o Cartão de Deficiente ou o Cartão de Deficiente das Forças Armadas", esclarece a nota.

A CP disponibiliza ainda acompanhamento no embarque e desembarque dos cidadãos que não se façam acompanhar por mais ninguém. Essa ajuda deve ser requisitada até 48 horas antes da viagem através do serviço SIM - Serviço Integrado de Mobilidade.

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência assinala-se desde 1998, altura em que foi instituída pela ONU. O objetivo da data é promover uma maior compreensão dos assuntos relacionados com a deficiência, assim como defender a dignidade e direitos destas pessoas.

O Circo Borboleta

Um pequeno video de motivação que está dividida em duas partes. Vale a pena assistir.